Publicado por: Ricardo Monteiro | setembro 4, 2007

Brasileiro faz pouco exercício físico

 O brasileiro é um povo sedentário. Duas pesquisas do início do ano mostram que a população atual gasta bem menos calorias por dia do que gastava há 100 anos. Isso explica porque a falta de atividade física afeta cerca de 70% da população brasileira, mais do que a obesidade, a hipertensão, o tabagismo, o diabetes e o colesterol alto, além de ser causador direto desses outros problemas. O estilo de vida atual do brasileiro pode ser responsabilizado por 54% do risco de morte por infarto e por 50% do risco de morte por derrame cerebral, as principais causas de morte em nosso País. “A falta de atividade física é assunto de saúde pública”, afirma Rodrigo Reis, doutor em Atividade Física e Saúde e professor do programa de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Em Curitiba, segundo pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), 40,1% das pessoas entre 15 e 69 anos são insuficientemente ativas. “Isto quer dizer que fazem menos de 30 minutos de exercícios em pelo menos três dias por semana”, esclarece Reis. Curitiba, segundo o Inca, é a 12.ª capital entre 15 pesquisadas onde menos se faz exercício de maneira satisfatória, atrás de São Paulo (35,4%) e Porto Alegre (30,4%), mas à frente de Florianópolis (44,4%) e do Rio de Janeiro (43,7%). “Tem-se esta idéia errônea que em cidades litorâneas se faz mais exercícios físicos, mas a pesquisa mostrou que, quanto mais urbano o ambiente, mais sedentária é a população”, revela o professor. “A mudança demográfica dos últimos 50 anos, com a população indo do campo para a cidade, e a transformação do trabalho braçal para intelectual certamente foram determinantes para esta situação”, diz. Reis compara que a insuficiência de atividade física acontece em quase todo o mundo ocidental, mas que o brasileiro é especialmente “preguiçoso”. “Acredito que faltam opções de lazer para quem não pode pagar por uma academia, por exemplo, mas culturalmente as pessoas dão preferência para ficar em frente à TV do que correr no parque”, aponta. A pesquisa traz ainda dados curiosos. Mesmo levando em conta a atividade física realizada no trabalho, o Inca descobriu que quanto menor o poder aquisitivo da pessoa, menos exercício ela realiza. “E as mulheres também costumam fazer menos atividades do que os homens. Mas quando fazem, até por preferir academias do que a pelada do fim de semana, fazem com mais qualidade do que os homens”, aponta Reis. País enfrenta “epidemia” de obesidade “Sempre odiei fazer exercícios. Quando tinha aula de educação física no colégio, era uma tortura”, conta Elaine Mello. Com apenas 27 anos, sofrendo de pressão alta, a assistente administrativa é um retrato do que a pesquisa do Inca descobriu. Mãe do pequeno Fernando, de dois anos, Elaine conta que pretende educar o filho para fazer exatamente o oposto: já procura uma escola de natação para matricular o menino e diz que o estimula nos esportes. “Um agravante para o sedentarismo no Brasil é que as crianças têm como modelos adultos que não fazem absolutamente nenhuma atividade física, alimentam-se de maneira completamente equivocada e que costumam deixá-los em frente à TV tempo demais”, enumera o cardiologista Mário Sérgio Cerci. Para ele, o País enfrenta uma epidemia de obesidade, opinião corroborada por outra pesquisa, levado a cabo pelo Ministério da Saúde, que aponta o sobrepeso e a obesidade como a segunda causa evitável de câncer, atrás do tabagismo. Em 2003, o excesso de peso atingia, em média, quatro em cada dez brasileiros adultos. “A obesidade mórbida já atinge cerca de 1,5 milhão de pessoas no País”, cita o cardiologista. Além disso, o especialista revela que as pessoas só procuram um médico depois de já apresentarem problemas de saúde devido à falta de exercícios e ao sobrepeso. Elaine conta que trabalha quase o dia inteiro sentada e que sua empresa não tem um programa de ginástica laboral. “Admito que não costumo fazer consultas médicas freqüentemente”. Para Cerci, são estes hábitos que tornam Elaine candidata a problemas coronários num futuro próximo. Indo na contramão das pesquisas, dona Enélia Gomes Jacintho, com 69 anos, é uma “rata de academia”. “Há um ano e meio, de segunda a sexta, faço exercícios na academia”, conta. Nesse período, curou diversas dores de articulações que sentia nas pernas e nos braços, perdeu peso, sente-se mais disposta e até conseguiu evitar uma cirurgia que faria em um dos pés. Sempre ciceroneada por um dos monitores da academia, conta que quando não vai ao local sente falta até do ambiente. Um dos professores da academia, o carioca Leonardo Freitas, fala que no início se surpreendeu com a energia de dona Enélia, que para ele, é maior do que a de muitos jovens. “É comum ver muita gente desistir da academia, mas ela nunca falta”. Outro fator que chamou a atenção do professor é a diferença entre a capital fluminense e a paranaense. “Aqui as pessoas parecem menos preocupadas com a estética, procurando fazer atividades físicas mais como uma maneira de melhorar a qualidade de vida do que ficar sarado”. Mas para que este objetivo seja atingido sem problemas, dá alguns conselhos. “É importante marcar uma consulta com seu médico de confiança. Depois, mesmo que não queira freqüentar uma academia, procurar um profissional de educação física, que saiba avaliar e prescrever exercícios e aconselhar nos esportes”, aponta. Outro fator que deve ser levado em conta é a alimentação. “É sempre bom procurar o aconselhamento de uma nutricionista . Muitas academias, como a nossa, já oferecem estes serviços aos alunos”. Fonte:Paraná On-Line 14/8/2007

site: http://www.fitnessbrasil.com.br/novo_site/default.asp

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